Quando penso
em Disney lembro de toda emoção adrenalina e animação dos parques. Penso também
na maratona que é passar um dia após dia nessa correria de parques e compras. Por
isso é importante ter uma boa preparação.
Aí vão
algumas dicas, tentei resumir em 10 tópicos:
1. Escolha
os parques que deseja visitar.
Orlando e arredores têm muitos parques e atrações.
Pelo que me lembro ... 8 no complexo Disney (Disney Hollywood Studios,
Animal Kingdom, Epcot e Magic Kingdom, Disney´s Blizard Beach, Disney´s Tiphoon
Lagoon, Downtown Disney e ESPN sports), 3 complexo universal ( Islands of Adventure, Universal
Studios e Universal City Walk) , Discovery cove, Sea world, Wet'n wild,
Aquática, Legoland e Bush gardens.
Sem contar o Kennedy Space center, Cirque du soleil
e Blue man group. UFA!!!!! CANSEI...
Para conseguir visitar e fazer tudo que tem lá acho
que uma viagem de férias é pouco! Dividimos nossa viagem com Miami e então não
conseguimos ir a todos os parques e nem assistir todas as atrações. Fomos
ao Disney Hollywood Studios,
Animal Kingdom, Epcot, Magic Kingdom, Downtown Disney, Islands of adventure,
Universal Studios, City Walk, Sea World e Legoland.
Além da questão do tempo, é preciso pensar na questão financeira, já que os ingressos giram em torno de R$ 150 por pessoa, dependendo da cotação do dólar. Alguns são até mais caros. Mas comprando mais de um dia o ingresso vai ficando mais barato. Tem várias opções de combos promocionais na redes (Disney, Universal e Sea World). Por isso analise o que você e sua família
preferem fazer e gostam mais, e aí tracem sua rota!
Ao entrar em cada parque pegue os
folhetos informativos com horários de atrações e paradas. A maioria dos parques
tem folhetos em português. Eles são ótimos pra “se encontrar”, pois tem o mapa
do parque e também os locais de alimentação, banheiros, guarda volumes e outras
coisas.
Olha o mapinha ajudando os "perdidos"
2. Compre os
ingressos antecipadamente e imprima os vouchers.
Além das
filas sempre estarem grandes, você já pode deixar essa parte paga. Imprimir os
ingressos também facilita. Nos parques da Disney você precisa trocar por
tickets plásticos (cartões), mas no Sea World e Legoland entramos com o papel
mesmo.
Alguns
lugares querem te empurrar ingressos que “incluem” Downtown Disney – no caso da
Disney e City Walk – no caso da Universal. Mas essas atrações são com entrada
gratuitas! Ambos são complexos de compras e restaurantes, ligado mais a
diversão noturna. No City Walk tem até um cinema. Você vai pagar pelo que
consumir ou comprar. Cuidado para não ser enganado nisso.
A quem diga
que comprar ingressos lá é mais vantagem... em alguns casos sim. A Legoland,
por exemplo, dá ingressos gratuitos pra crianças acompanhadas de adulto ,
levando cupons que eles disponibilizam em livros de descontos dados em centros
de informações turísticas; ou comprando determinado valor de brinquedos LEGO no
Walmart você ganhava ingresso (quando fui era: 70 dólares em brinquedos ganhava
1 ingresso).
Tem também
uma banquinha que fica dentro do maior Mc Donald´s do mundo, que oferece
descontos nos parques, mas pra isso você precisa assistir palestras e ouvir
vendedores tentando de empurrar títulos e outras coisas mais.
Aí você
decide o que acha melhor. Eu comprei antecipadamente porque queria deixar o
máximo de coisas possíveis pagas, pra não ter que me preocupar lá e também não
ter que levar tanto dinheiro ou gastar muito com o IOF do cartão.
3. Se
prepare a noite para o dia seguinte.
Pra não
ficar na correria todo dia de manhã, se prepare previamente para cada dia. Se
possível, faça um cronograma das atividades de toda a viagem, pois isso
facilita muito na otimização do tempo. Caso seja necessário mudanças será muito
mais fácil administrar se você tiver organizado as coisas.
Alguns
parque não abrem todo dia (Legoland e os aquáticos), por isso não esqueça de checar
os horários e datas de aberturas nos sites ou nos folhetos encontrados nos
centros de informações turísticas.
Alguns
parques tem shows de fogos a noite. A dica é chegar mais tarde e ficar até a noite pra não perder. No Magic
Kingdom, por exemplo, a gente saiu mais tarde do hotel e só fomos ao parque
depois do almoço e ficamos até 22h , assistimos o show de fogos e luzes em
volta do castelo e ainda deu tempo de fazer outras coisinhas, pois o parque
fecha bem tarde (Normalmente às 23h).
4. Siglas comuns por lá: Fast
pass, Rider Swap, Single Riders e Photo Pass
(Verifique quais atrações ofertam esses serviços.)
O Fast Pass
te dá direito a entrar entrar no brinquedo em uma certa faixa horária, e aí
você fica numa fila diferente, bem menor que a geral. Pesquise antes quais
brinquedos tem o Fast Pass. Aí você pode marcar (Pelo My Disney experience ou
em guichês específicos nos parques) o horário que pretende ir, você tem uma
margem de 1h para ir nesse brinquedo.
Outra coisa
legal pra quem está com crianças pequenas e o brinquedo tem restrições é
possível usar o Rider Swap – um vai no
brinquedo, enquanto o outro espera com a criança numa salinha especial e depois
o outro vai sem precisar entrar na fila de novo, pois dessa salinha tem uma
saída direto pra atração.
Enquanto eu e Mateus estávamos na fila indo brincar... papai ficou na salinha de espera com João (num andar superior).
Tem também
uma outra fila para Single Riders, pra quem vai na atração sozinho. Geralmente
a fila anda muito mais rápido, porque a maioria das pessoas vai em grupo ou
dupla. Aí quem está sozinho vai sendo encaixado nos brinquedos e isso agiliza
muito.
Já o Photo Pass é um
serviço gratuito oferecido para tirar fotos suas. Fotógrafos espalhados pelos
parques tiram fotos suas gratuitamente e te dão um cartão com um código e pela
internet você poderá ver as fotos e aí você decidi se as quer, devendo então
comprá-las (você pode fazer alterações nelas, colocar desenhos e outras
coisinhas mais). Toda vez que você for tirar fotos você dá o seu cartão e eles
cadastram a foto sempre no mesmo cartão, e depois você pode ver todas as fotos
juntas. O mesmo cartão vale pra todos os parques e dependências Disney.
5. Alimentação.
Dentro do parque
A alimentação nos parques está mais focada em lanches rápidos e guloseimas.
Poucos são os que você encontrará algum lugar com comida “tradicional”. Esses
são mais caros e alguns são necessários reservas.
A maioria
dos parques tem um sistema de refil
de bebidas, onde você compra o copo decorativo deles e paga mais barato pra
ficar abastecendo nos restaurantes e lanchonetes.
Fora do
parque
Dar um pulo
no supermercado é uma boa. Comprar água, sucos, biscoitos e até pratos prontos
sai muito mais em conta. Nos supermercados de lá é possível encontrar saladas
em potinhos, já com tempero e garfinho. Sanduíches naturais bem caprichados.
Tortinhas doces e salgadas. Frutas já cortadas em potinhos. E muitas outras
coisas que podem abastecer sua mochila!
Com crianças
é bom sempre ter na bolsa água, frutas e biscoitos. Vale a pena levar uma
mochila com o que seus pequenos costumam beliscar.
Pra quem vai
com bebês e crianças pequenas, pode levar papinhas prontas, vitaminas e sucos
de caixinha. A variedade é muito grande. Além das habituais também tem linhas
orgânicas.
A Linha de
papinhas da marca Gerber (mesmo grupo da Nestlé) tem muita variedade.
Meu bebê é alérgico a leite de vaca e ovo, mas não tive
dificuldade em encontrar comidinhas e leite de soja pra ele. Encontrei as
fórmulas habituais em pó como Good Stard e Isomil soja. Até encontrei caixinha
de fórmula infantil de soja pronto ( Good Start). Foi muito prático pra levar
pra passar o dia. Foi só checar os rótulos e tudo bem.
Pra refeições temos muitas opções, tanto para jantar, almoçar
ou fazer um lanche. E se você olhar bem no cardápio a maioria das lanchonetes
tem algum prato com cara de comida... Burguer King, KFC, IHOP e Taco Bell.
E lá também tem Giraffas, Outback e Applebee´s. E também
restaurantes brasileiros como o Camila´s, Vittorio´s, Picanhas Grill, Texas de
Brasil, o Fogo de Chão e outros. Se você sente falta de arroz com feijão é só
correr pra um deles!
Tem um restaurante no Downtown Disney, Pollo Campero, que não
é brasileiro, mas tem arroz e feijão
preto lá. O preço é bom (achei bem mais barato que os restaurantes
brasileiros: U$ 2,99 um potinho com feijão e arroz e U$ 9,49 o prato
completo com feijão, arroz frango a batata frita) e dá pra matar a saudade de
casa. As crianças comeram com a maior vontade!
6. Roupas e Acessórios
Nos parque você encontrará pessoas vestidas das mais variadas
maneiras, mas a meu ver, o conforto vale muito mais que a beleza nessa hora!
Nessas horas é indispensável um tênis confortável e roupas
leves. Se for ficar até tarde pra aproveitar a noite ou ver os fogos leve
casaco, pois a noite costuma esfriar. Pra nós cariocas é um friozinho daqueles!
Antes de viajar verifique a previsão, assim dá pra preparar
uma mala mais específica. Alguns sites de previsão de tempo dão até 10 dias de
previsão de tempo. Isso me ajudou muito, pois peguei alguns dias com chuva.
Bonés, óculos escuros e até capas
de chuva são muito importantes pra se ter. Teve dias que peguei sol forte e um
boné foi ótimo pros meninos! Já pros dias de chuva é bom comprar uma capa com
antecedência. Nos parques são muito caras! Nós compramos capas de chuvas e capa
pro carrinho de bebê numa lojinha na International Drive (do tipo 1,99 que tem
aqui no Brasil) e foi muito barata (3 dólares lá e 28 no parque!)
Vale lembrar essa questão de
carrinho de bebê... se você vai com crianças é um equipamento INDISPENSÁVEL! Se
você não pretende comprar muitas coisas, leve o seu de casa mesmo. Mas se você
não quer levar, ou pretende comprar muitas coisas e vai trazer peso, a minha
dica é comprar um carrinho leve do tipo guarda chuva em lojas de bebê ou no
Walmart. Foi muito útil mesmo!!!!!! No parque há carrinhos para alugar – grandes, pequenos, duplos... cadeiras de
rodas motorizadas – mas os aluguéis são a partir de 15 dólares por dia,
dependendo do tipo. Eu comprei o meu simplesinho por 20 dólares e atendeu
totalmente às necessidades; todos os dias meu filho dormiu no carrinho! E não
vi só bebês de carrinho... crianças bem grandinhas – 5 ou 6 anos – também estavam em carrinhos. Por isso pense
bem em seu filho, a disposição e resistência que ele tem, assim como os hábitos
dele (se ele costuma dormir de dia). Talvez seja uma boa opção comprar ou levar
um carrinho também.
Outro acessório importante é ter
pulseiras com os nomes das crianças e informação de localização tanto do hotel
como do endereço no Brasil. Como tem muitos brasileiros por lá, fica mais fácil
de ajudar as crianças em qualquer contratempo.
7. Compras.
Reserve um tempo pra fazer
compras, pois com a correria dos s todo mundo acaba ficando muito cansado pra
andar ainda mais pra fazer compras! Pras crianças então... é o momento mais
chato!
Os outlets tem muitas promoções 2
por 1 , tanto em roupas como sapatos e perfumes.
Outra coisa que funciona muito
bem lá são os cupons de desconto. Nos centros de informações turísticas tem
cadernos de descontos com tíquetes de várias lojas, que variam o valor de
desconto concedido. Mas no final das contas você economiza bastante.
Pra parte de lembrancinhas e
presentes é legal passar num Walmart pois eles são revendedores autorizados de
muitas marcas e você encontra muitas coisas legais e mais baratas lá, inclusive
da Disney. E também nas lojinhas da International Drive, você encontra
camisetas, bonés e outros souvenirs.
Ou também, comprar pela internet
e mandar entregar no hotel, assim você não perde tempo e até encontra
promoções.
Mas se gostou de alguma coisa no
parque compre logo, porque além de não ter concorrência nas lojas (o preço é literalmente o
mesmo!), você nem sempre encontra o que gostou em outra loja. Realmente tem
muita coisa repetida nos parques, mas algumas coisas você só encontra em
determinada área do parque, relacionada com os personagens locais.
8. Alugue um carro.
Orlando praticamente não tem
transporte público! Sinceramente vale a pena alugar um carro. Muitos conhecidos
partilham da mesma opinião: as atrações são distantes e as pessoas não são
muito de dar informações.
Se você só vai a parques e não
pretende passear, talvez não precise. Você pode usar os shuttles que praticamente
todos os hotéis oferecem para os parques. Mas você ficará restrito aos horários
que eles oferecem. E também na hora de jantar talvez não tenha muitas opções. E
ainda tem a ida do aeroporto para o hotel e do hotel para o aeroporto.
Acho que o valor é tão baixo que
a facilidade e o conforto vão compensar o gasto. Se pararmos pra pensar em
valor aqui do Brasil, podemos perceber que lá é praticamente a metade do preço
que normalmente pagamos aqui. Vi aluguel de carro popular lá pelo equivalente a
R$54, e aqui já me lembro de ter alugado celta básico, sem ar, por R$ 120.
Então pense muito bem antes de fazer essa economia.
Sem contar que essa é outra coisa
que você pode reservar e pagar antecipadamente, pra reduzir as preocupação e o
uso de dinheiro e cartão.
9. Hospedagem: Dentro ou fora do
parque? Alugar casa?
Há muita opiniões divergentes
quanto a esse assunto... há quem diga que é melhor se hospedar nos hotéis dos
parques (Universal ou Disney), há quem diga que é melhor se hospedar em hotéis
fora e também quem diga que é melhor se hospedar em casas alugadas.
Bem, isso vai depender muito do
que você for fazer e de quanto você tem disponível parar pagar. É fato que as
casas e os hotéis de fora dos parques são mais baratos, mas também são mais
distantes. E aí volta a questão de ter um carro.
As casas ficam em sua maioria em
Kissimmee e a distância de lá para os parques varia em torno de 20 a 40km,
dependendo do parque e do local do seu local de hospedagem. Essas casas são
geralmente alugadas pra grupos médios e grandes, porque dividindo o valor sai
mais barato. Pra quem vai sozinho ou com poucas pessoas não sai tão em conta.
Além da questão da distância, há um outro ponto a se pensar – a privacidade e
liberdade que se perde ao se hospedar com outras pessoas. Tanto família quanto
amigos, cada um tem seu horário de acordar e dormir, chegar tarde, sair cedo,
crianças com dificuldades pra dormir... inúmeras razões pra pensar se você e
sua família se encaixam nesse esquema.
Há também uma questão muito
importante a ser levada em consideração – a emoção da viagem. Eu fiquei em um
hotel do complexo Disney e em um fora. A estrutura do resort é muito boa! (E
olha que eu fiquei em um hotel econômico.) A arrumação, o clima, os
personagens, o cuidado em cada detalhe, até a programação da TV é voltada pra
Disney! Todos tem piscina com animadores, sala com atividades e vídeos, lojas
com artigos Disney e até uma mini praça de alimentação. Estacionamento enorme.
E um tratamento ótimo.
Se você está hospedado num dos
resorts da Disney você não paga estacionamento em nenhum dos parques deles.
Não posso reclamar do hotel que
fiquei fora da Disney. A estrutura também era boa, tinha uma cozinha dentro do quarto, tinha piscina, o quarto era
muito bom, o hotel tinha uma cabine de informação turística dentro e venda de
ingressos (muitos hotéis têm isso), a localização era muito boa e paguei mais
barato.
A diferença foi pouca, e pela emoção e surpresa dos meus filhos ao verem tudo e se encantarem
com cada coisinha... foi maravilhoso! Nos resorts Disney os hóspedes têm
direito às “Magic bands”- pulseiras exclusivas com a carinha do Mickey, com
identificação pessoal. Eles servem tanto pra abrir as portas dos quartos quanto
para fazer compras (vinculando o seu cartão de crédito ao cadastro) e entrar
nos parques e usar o Fast Pass (mediante pagamento de ingressos separadamente).
Quando chegamos lá elas já estavam prontas, numa caixa com meu nome e um cartão
de boas vindas.
Eu acho que vale a pena
experimentar hotéis nos parques , tanto Disney como Universal. Mas isso é minha
opinião, de repente pra você isso não faz diferença, os personagens e decoração
só são detalhes. Então, analise e escolha.
10. Relaxe.
A correria, mesmo pra diversão,
pode causar brigas e desentendimentos entre os participantes da viagem. A
escolha do itinerário, do restaurante ou da atração... motivos não faltam. Por
isso lembre que você está de FÉRIAS. E Aproveite com bom humor e alegria.
Esqueça as filas, a barulheira, o tempo do percurso, a distância...
Lembre-se que imprevistos
acontecem e o melhor é ter calma e paciência para enfrentá-los. O stress e
corre corre pode acabar com toda diversão e frustrar suas férias. Por isso
relaxe. De verdade!
Com a gente não foi diferente...
Nosso bebê, o João, ficou
doente lá, com febre e muito enjoadinho, sem comer e beber. A médica fez a consulta no hotel mesmo, nos deu as
instruções e receitou os remédios.
Com esse relato, vale lembrar que
tínhamos cobertura do nosso plano de saúde (assistência internacional). Não são
todos os planos que oferecem isso. Se o seu não tem, ou você não tem, vale a
dica de contratar um seguro viagem internacional. Pois de fato ninguém está
livre desse tipo de imprevistos.
Com “tudo em cima” dá pra
aproveitar bem e relaxar na viagem!